Qualidade do Serviço do Imobiliário!

Marco Carvalho

Quando recorrem a uma mediadora imobiliária os clientes-proprietários querem que o seu imóvel seja vendido ao melhor preço no mais curto espaço de tempo. Mas também querem ser informados regularmente do processo da venda; querem ampla divulgação do imóvel; querem que a empresa de mediação conduza o negócio de forma a evitar armadilhas e prevenir possíveis problemas com a venda; que o agente saiba conduzir a negociação com o cliente comprador; que a empresa de mediação trate da documentação e do processo para a escritura, e se for o caso, do crédito; e querem, finalmente, que o agente seja um profissional.

Após a angariação é necessário realizar um conjunto de ações para prestar um serviço de qualidade ao cliente proprietário e vender o imóvel. O planeamento divide-se em 4 grandes ações (por 6 meses ou até mais): a) Ações de marketing do imóvel; b) Ações de partilha da angariação; c) Ações de comunicação com o cliente-proprietário; d) Ações de valorização do imóvel e de revisão do preço de venda. Resumindo cada ação:

a) Ações de Marketing: análise comparativa de mercado, cartaz, ligar a potenciais compradores, colocação nos portais imobiliários, caravana de agentes, produção e distribuição de flyers na zona, email marketing, anúncios patrocinados, open house, e o mais que se entender, para o caso.  Este processo deve ser todo percorrido num espaço de 2 meses e depois ser repetido (não necessariamente na totalidade). 

b) Ações de Partilha: Em condições normais, estima-se que cerca de metade dos negócios são feitos em partilha com outras empresas de mediação.  Daí ser uma ação importantíssima para o sucesso da venda do imóvel e satisfação do cliente proprietário. 

c) Ações de Comunicação com o Cliente Proprietário: consiste em contatos regulares e sistemáticos com o cliente proprietário mantendo-o a par do trabalho desenvolvido.

d) Ações de Valorização do Imóvel e de Revisão do Preço: muitas vezes há um conjunto de recomendações que, apesar de baixo custo, acrescentam muito mais valor ao imóvel, facilitando e acelerando a sua venda pelo melhor preço.

Este serviço de qualidade no imobiliário pressupõe uma condição base inicial – que o contrato de mediação seja feito em regime de exclusividade. De outra forma não há condições para prestar um serviço deste nível. Há outra condição – que o agente seja um profissional, isto é, preste ao cliente-proprietário o serviço pelo qual se comprometeu.


Arrendar é 65% mais caro que comprar em Lisboa e Porto

Comprar casa, tradicionalmente, traz mais encargos do que arrendar, mas, tendo em conta a evolução do mercado imobiliário nos últimos anos, tudo indica que a primeira opção fica hoje mais em conta que a segunda. De acordo com o “Jornal de Negócios” esta quinta-feira, arrendar casa em Lisboa, neste momento, fica em média 65% mais caro do que o valor da prestação a entregar ao banco, caso tivessem adquirido a mesma habitação.

No Porto, esta diferença é ainda mais expressiva: considerando as sete freguesias da Invicta, as rendas são, em média, 100,5% mais elevadas do que a aquisição. Campanhã é a freguesia onde a diferença é maior (141,5%), com a renda a ascender a 619 euros e a prestação a rondar os 256,3 euros.

Para esta comparação, o “Negócios” fez a simulação da aquisição de um imóvel com uma dimensão de 100 metros quadrados. Quanto ao financiamento, foi considerado um montante equivalente a 80% do valor do imóvel, Euribor a 12 meses, com um “spread” de 1,74% e um prazo de 33,3 anos.

No segundo semestre de 2018, o valor mediano dos novos contratos de arrendamento aumentou 9,3%, a nível nacional, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) na quarta-feira. A maior subida registou-se na área metropolitana de Lisboa, onde as novas rendas cresceram mais de 15% face ao ano anterior.

Fontes: Expresso e Jornal de Negócios

SENHORIOS PRECISAM-SE!…

Desde o seu pico em 2013, a partir do ano 2014 assistiu-se por todo o país a uma cada vez menor oferta de imóveis residenciais para arrendamento, como podemos ver neste gráfico.
Esta diminuição começou mais cedo nas duas grandes áreas metropolitanas: Lisboa e Porto.
Em Braga, este fenómeno começou a acentuar-se por volta do ano 2015.
Em finais de 2018 (com os últimos dados estatísticos disponíveis), verificamos que a oferta de imóveis para arrendamento nunca foi tão baixa em relação à procura… Esta situação persiste em 2019.
Tantas pessoas a precisarem de casa! E são tão poucas as casas disponíveis!
Senhorios precisam-se!…
É um bom negócio, desde que bem feito (nós sabemos como) e também uma necessidade social.

Fonte de dados estatísticos: APEMIP

OPERADORES DE MERCADO MENOS OTIMISTAS NO FINAL DO ANO

Foi publicado recentemente o novo relatório, Portuguese Housing Market Survey, da RICS e da Confidencial Imobiliário.

São 3 as conclusões que se podem retirar:
• Expetativas de vendas pouco animadoras;
• Subida de preços abranda;
• Novas angariações com queda forte.

Registam-se diminuições ao nível das vendas imobiliárias. A principal razão prende-se com a diminuição de inventário, de imóveis disponíveis no mercado para venda.
Mas também verifica-se um abrandamento na subida de preços dos imóveis. Pode ser um indicador, para muitos proprietários que colocavam a possibiidade de venda, de finalmente tomarem essa decisão, porque os preços já não vão subir como subiram até agora!